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Polícia Civil aponta esposa como mentora do assassinato de fazendeiro; mulher está foragida


Um homem, de 47 anos, foi preso de forma temporária, nesta segunda-feira (26), por participação na tentativa de homicídio do fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, junto com o soldado policial militar Marcos Francisco do Nascimento, de 30 anos, na última quarta-feira (21) em Iepê (SP).

Conforme informações do delegado responsável pelo caso, Henrique Gasques, há ainda um mandado de prisão contra Elisângela Silva Paião, de 47 anos, esposa do fazendeiro e possível autora intelectual do crime.

Ela não esteve presente no velório do marido e, segundo o delegado, esse fato chamou a atenção dos policiais. Elisângela está foragida e a Polícia Civil pede à população que seja informada pelo telefone (18) 3264-1333, caso saiba do paradeiro da envolvida.

Ainda conforme a polícia, a foragida “possivelmente” teria um relacionamento extraconjugal com o policial militar.

Os mandados de prisão temporária valem por 30 dias, podendo ser prorrogados por igual período.

  • Policial militar assassina paciente na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente e depois se suicida
  • Homem é alvo de quatro tiros na cabeça e esfaqueado na Rodovia Jorge Bassil Dower, em Iepê

Na última quarta-feira (21), o homem de 54 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio no km 116 da Rodovia Jorge Bassil Dower (SP-421), em Iepê. Ele levou quatro disparos na região da cabeça e foi esfaqueado nas costas.

Conforme o delegado, a vítima parou na rodovia para prestar socorro a um carro que, supostamente, estava quebrado e foi surpreendido por duas pessoas.

A caminhonete dele e um celular foram levados. O veículo foi localizado na última quinta-feira (22).

O homem foi encaminhado para a Santa Casa de Presidente Prudente (SP).

O soldado policial militar Marcos Francisco do Nascimento, de 30 anos, assassinou o fazendeiro Airton Braz Paião, de 54 anos, e depois se suicidou, na manhã deste sábado (24), na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente.

Em nota oficial, a Santa Casa informou que o policial havia entrado no hospital para fazer uma visita a um paciente internado. Na ocasião, o soldado matou o paciente e, em seguida, suicidou-se, a tiros.

Segundo a Polícia Civil, o soldado disparou, na manhã deste sábado (24), dois tiros contra o paciente internado no hospital e, em seguida, se matou com um tiro na cabeça.

A arma usada pelo policial foi apreendida e será periciada.

Quando chegou ao hospital, o soldado Marcos Francisco do Nascimento disse na portaria que era policial e que queria conversar com o paciente Airton Braz Paião. Já no quarto hospitalar, o policial falou com uma irmã do paciente e disse à mulher que queria conversar com a vítima. Na sequência, Nascimento fez os disparos que mataram Paião e se suicidou.

A perícia da Polícia Científica recolheu a arma usada pelo policial militar, uma pistola de calibre .40, com um carregador e quatro cápsulas deflagradas.

Junto ao corpo do policial militar, foi encontrada uma carta manuscrita, que também foi apreendida.

Ainda foram recolhidos documentos pessoais e a quantia de R$ 32 em dinheiro que estavam com o soldado.

O delegado Carlos Henrique Bernardes Gasques contou, em entrevista à TV Fronteira, que inicialmente o caso ocorrido na quarta-feira (21), em Iepê, era tratado como um roubo seguido de lesão corporal grave, ou uma tentativa de latrocínio.

Através de imagens de uma câmera de monitoramento, a Polícia Civil conseguiu identificar, nesta sexta-feira (23), que um veículo de propriedade do policial militar tinha sido utilizado no crime em Iepê.

O soldado prestou depoimento à Polícia Civil e negou envolvimento com o crime em Iepê. Ele disse, segundo o delegado, que não estava com seu veículo na quarta-feira (21). Depois de ouvir o soldado, a Polícia Civil decidiu liberá-lo, já na madrugada deste sábado (24).

Ainda segundo o delegado, o policial militar era morador de Londrina (PR) e trabalhava em uma unidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo na cidade de Iepê. Quando estava em trabalho, ele dormia na própria unidade policial.

A Polícia Civil relatou que não tinha registro de ocorrência contra o soldado nem relato de violência por parte dele ou notícia de que apresentava problemas na cidade de Iepê.

Um homem, de 47 anos, suspeito de envolvimento no caso, foi preso em operação policial nesta segunda-feira (26) — Foto: Polícia Civil



Fonte: G1


26/09/2022 – 95 FM Dracena

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