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Plano alternativo para libertar chefe de facção previa contratação de quadrilha de novo cangaço, diz promotor



Grupo foi alvo de operação da PF após descoberta de plano para sequestrar e matar autoridades, incluindo o senador Sérgio Moro. Nove pessoas foram presas. Promotor de Justiça do Gaeco, Lincoln Gakiya Leonardo Bosisio/g1 O promotor Lincoln Gakiya, um dos alvos dos criminosos presos durante a Operação Sequaz da PF, disse em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (23), que a facção criminosa paulista pretendia contratar quadrilha de ‘Novo Cangaço’ para resgatar Marcola em presídio. “Os informes de inteligência que nós temos é que eles investiram R$ 60 milhões para que o Marcola fosse resgatado. Como que se daria isso: eles iriam pagar equipes de roubo à banco do ‘Novo Cangaço’. Quatro ou cinco equipes de roubo a banco que estariam encarregadas do resgate. Então, cada uma delas cobraria R$ 5, R$ 10 milhões, que é o que eles lucrariam, normalmente, em uma ação de assalto para poder fazer o resgate”, relatou Gakiya. O ‘Novo Cangaço’ é um grupo de criminosos que usam armamento pesado e bombas em assaltos a bancos. A segunda opção, de acordo com as investigações, seria o sequestro e morte de autoridades. Um dos alvos, era Sérgio Moro, que seria usado como troca pelo criminoso. De acordo com a investigação da polícia, os criminosos chegaram a alugar imóveis próximo a casa de Moro e tinham anotações de sua rotina. “Seria uma ação desesperada para tentar desestabilizar o Estado brasileiro, as forças de segurança e, talvez, forçar o governo federal e os governos estaduais, por exemplo, devolverem o Marcola e as lideranças para São Paulo, tirá-los do sistema federal. Então, isso, possivelmente, deve ter custado, pelo menos, R$ 5 milhões até agora”, finalizou o promotor. O Jornal Nacional teve acesso a documentos de contabilidade da quadrilha que indicam onde as vítimas seriam mantidas em cativeiro e, em uma mensagem, os bandidos fazem uma espécie de contabilidade do que estava sendo gasto para executar o plano, como R$ 12 mil em viagens e R$ 50 mil com aluguéis e manutenção. Os valores somam mais de meio milhão de reais. JN teve acesso a documento com contabilidade de quadrilha para plano contra Moro Foto: JN Operação Sequaz A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Sequaz que investiga integrantes de uma facção criminosa suspeitos de planejar matar e sequestrar autoridades. A família do ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) já estava sendo monitorada desde janeiro por integrantes do PCC suspeitos de planejar matar e sequestrar autoridades, segundo o Gaeco, de Presidente Prudente (SP), interior de São Paulo. O senador afirmou que era um dos alvos do grupo criminoso. Outro alvo era o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investiga a facção que atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente e vive há mais de dez anos sob escolta policial, 24 horas por dia, por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe. PF encontrou cofre durante Operação Sequaz PF/Divulgação A retaliação a Moro era motivada por mudanças no regime de visitas em presídios e ao menos dez criminosos se revezavam no monitoramento da família do senador em Curitiba, segundo agentes. Os alvos da operação alugaram chácaras, casas e até um escritório ao lado de endereços do senador. Segundo a superintendência da PF, outras autoridades também estavam sendo monitoradas pela facção. Carro apreendido durante Operação Sequaz PF/Divulgação Motocicleta apreendida durante Operação Sequaz PF/Divulgação DInheiro e joias apreendidas durante Operação Sequaz PF/DivulgaçãoVeja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.

Fonte: G1


23/03/2023 – 95 FM Dracena

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